quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Positivismo e Marxismo - parte 2

Seguindo a nossa explicação, vamos agora ao marxismo. Boa leitura!


O marxismo se baseia no materialismo e o socialismo científico, constituindo ao mesmo tempo uma teoria geral e o programa dos movimentos operários. Em razão disso, o marxismo forma uma base de ação para estes movimentos, porque eles unem a teoria com a prática. Para os marxistas, o materialismo é a arma pela qual é possível abolir a filosofia como instrumento especulativo da burguesia (o Idealismo) e fazer dela um instrumento de transformação do mundo a serviço do proletariado (força de trabalho). Este conceito tem duas bases: o materialismo dialético e o materialismo histórico. O primeiro coloca a simultaneidade da matéria e do espírito, e a constituição do concreto por uma evolução concebida como “desenvolvimento por saltos, catástrofes e revoluções”, causando uma evolução em um grau mais alto, graças a “negação da negação” (dialética).

O materialismo histórico coloca que a consciência dos homens é determinada pela realidade social, ou seja, pelo conjunto dos meios de produção, base real sobre a qual se eleva uma super estrutura jurídica e política e à qual correspondem formas de consciência social determinada.

Analisando o capitalismo, Marx desenvolveu uma teoria para o valor dos produtos: o valor é a expressão da quantidade de trabalho social utilizado na produção da mercadoria. No sistema capitalista, o trabalhador vende ao proprietário a sua força de trabalho, muitas vezes o único bem que têm, tratada como mercadoria, e submetida às leis do mercado, como concorrência, baixos salários. “Ou é isto, ou nada. Decida-se que a fila é grande”. A diferença entre o valor do produto final e o valor pago ao trabalhador, Marx deu o nome de mais-valia, que expressa, portanto, o grau de exploração do trabalho. Os empregadores tem uma tendência natural de aumentar a mais-valia, acumulando cada vez mais riquezas.

Após a segunda guerra mundial, o marxismo teve um crescimento considerável, principalmente em países do terceiro mundo, onde se constituiu como ponto de referência para os movimentos de libertação nacional. Este crescimento foi acompanhado de desenvolvimentos e divisões: a crítica ao Stalinismo na antiga URSS e suas práticas nos países ocidentais, a ruptura entre URSS e a China, a análise do imperialismo por militantes políticos, como Ho Chi Minh, no Vietnã, Fidel Castro em cuba, etc.

fonte: http://www.infoescola.com/sociologia/karl-marx-e-o-marxismo/

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Positivismo e Marxismo - parte 1

Continuando nossa viagem pelo conceito de história, começaremos a falar sobre duas correntes ideológicas bastante conhecidas dos historiadores: o Positivismo e o Marxismo.

Primeiramente, iremos tratar do positivismo. Boa leitura!




O século XIX marca o triunfo de duas correntes do pensamento: o Liberalismo, que considerava a natureza humana como base da própria lei natural e valorizava a liberdade individual e o cientificismo que reconhecia uma só lei natural que englobava e explicava todos os fatos e valores do mundo. O liberalismo preconizava que o desenvolvimento moral, intelectual e político da sociedade só seria alcançado pelo livre desenvolvimento do espírito e das faculdades dos indivíduos. Essa afirmação do Liberalismo começou a encontrar dificuldades de conciliação doutrinária com o empirismo que valorizava a experiência sensível dos fatos e o materialismo, que afirmava ser a matéria e suas leis tudo o que realmente existia. É pois na contestação do racionalismo abstrato dos liberalistas que surgem os defensores do cientificismo. Desse primordial embate surgem as bases da idéia positivista. O Positivismo se torna um método e uma doutrina: método enquanto sugere que as avaliações científicas devem estar rigorosamente embasadas em experiências e doutrina enquanto preconizava que todos os fatos da sociedade deveriam seguir uma natureza precisa e científica.

A palavra de ordem do Positivismo era desprezar a inacessível determinação das causas, dando preferência à determinação das leis. Dessa forma substituía-se o método a priori pelo método a posteriori. O fundador dessa doutrina Positivista foi Auguste Comte , francês nascido em Montpellier em 1.798 e falecido em Paris em 1.857 . Opondo-se à concepção do direito natural e do pacto social e às doutrinas teológicas. Augusto Comte preconizava o emprego de novos métodos no exame científico dos problemas sociais, substituindo as interpretações metafísicas e estabelecendo a autoridade e a ordem pública contra os abusos do individualismo da Escola Liberal. O positivismo dessa maneira era, portanto, uma filosofia determinista que professava, de um lado, o experimentalismo sistemático e, de outro, considera anticientífico todo o estudo das causas finais. Assim admitia que o espírito humano seria capaz de atingir as verdades do mundo físico através de métodos experimentais, mas não atingir dessa forma a verdade de questões metafísicas. Por isso podemos afirmar que o Positivismo era e é um dogmatismo físico e um ceticismo metafísico.

O método positivista é o método geral do raciocínio proveniente de todos os métodos particulares (dedução, indução, observação, experiência, nomenclatura, comparação, analogia, filiação histórica, descrição físico-matemática). No que diz respeito ao desenvolvimento do espírito humano, Comte admitia uma lei fundamental que recebeu o nome de Lei dos três estados: o primeiro estado seria o estado teológico-fictício em que o espírito humano explica os fenômenos por meio das vontades divinas ou agentes sobrenaturais; o estado metafísico-abstrato, onde os fenômenos são explicados por meio de forças ou entidades ocultas e abstratas, como o princípio vital; e o terceiro estado, o estado positivo-científico, no qual se explicam os fenômenos de forma científica, utilizando-se a experiência sensível. O Estado Positivo seria então um último estágio de evolução da sociedade.
Comte também divide as ciências em grupos de acordo com sua importância científica e seu grau de desenvolvimento. Comte também nega as causas eficientes e finais, o infinito e o absoluto, para reconhecer apenas o relativo, o sensível, o fenomenal e o útil.

“Tudo é relativo, e isso é a única coisa absoluta” é o axioma fundamental do Positivismo.

Do ponto de vista social, Comte afirma que a sociedade dever ser dividida em classes, em dirigentes e dirigidos, como forma de se manter em harmonia na convivência social. Essa visão mostra que Comte considerava a sociedade como um organismo heterogêneo mas cujas partes deveriam trabalhar solidárias para o bem de todo. Comte assim divide o estudo da estrutura social em dois campos principais: o estudo da ordem social, que ele denomina de estática social e o estudo da evolução da sociedade, que recebe o nome de dinâmica social.

Em suma, como doutrina e método, o Positivismo passa a enfrentar a sociedade individualista e liberal, através da ordem e progresso, que Comte considerava fonte principal de todo sistema político. A política positiva não reconhece nenhum direito além do de cumprir o dever. Para Comte a sociologia era ciência abstrata que estudava os fenômenos sociais e as Ciências Políticas eram a prática da sociologia.

O termo “positivo” significava o real, por oposição ao quimérico, o útil em oposição ao ocioso, a certeza em oposição à indecisão, o preciso em oposição ao vago, o relativo em oposição ao absoluto.

Finalmente teve uma proposta audaciosa de modificar a sociedade através de um novo paradigma social.
O Positivismo teve grande aceitação na Europa e também em outros países, como o Brasil. No caso do Brasil ganhou conotações distintas do positivismo europeu e serviu de embasamento social-filosófico-político para vários movimentos políticos do século XIX como a campanha abolicionista e o advento da República.


Fonte: http://www.doutrina.linear.nom.br/cientifico/Religi%E3o_Filosofia/O%20que%20%E9%20Positivismo.htm

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O que é história?

Nesse texto de estréia do blog, irei estar comentando sobre o conceito de história, de maneira bem simples e de fácil entendimento para todos.




Basicamente, a história é uma ciência humana que estuda o desenvolvimento do homem no tempo.
Ela analisa os processos históricos, personagens e fatos para poder compreender um determinado período histórico, cultura ou civilização.
Um dos principais objetivos é resgatar aspectos culturais de determinados povos ou regiões para o entendimento do processo de desenvolvimento dessas sociedades, facilitando assim a compreensão do presente.

Na análise da Pré-história, os historiadores analisam fontes materiais (ossos,ferramentas, vasos de cerâmica, entre outros) e artísticas (arte rupestre, esculturas, adornos).

Já o estudo da história (após o desenvolvimento da escrita) apresenta uma maior gama de fontes para ser analisadas pelo historiador: livros, roupas, imagens, moedas, jornais, entre outros.

Existem também outras ciências que auxiliam o estudo da história, dentre elas podemos citar: Antropologia (estudo do ser humano e das relações humanas); Paleontologia (estudo dos fósseis);
Heráldica (estudo de brasões e emblemas); Numismática (estudo das moedas e medalhas); psicologia (estudo do comportamento humano); Arqueologia (estudo da cultura material dos povos antigos); Paleografia(estudo das escritas antigas), entre outras.


Para facilitar o estudo da história, ela foi dividida em períodos:

- Pré história: antes do surgimento da escrita, ou seja, até 4.000 a.C.

- Idade Antiga (Antiguidade): de 4.000 a.C até 476 (invasão do império romano).

- Idade Média (História Medieval): de 476 a 1453 (conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos).

- Idade Moderna: de 1453 a 1789
(Revolução Francesa)

- Idade Contemporânea: de 1789 até os dias de hoje.

Espero que estejam gostando, e continuem a prestigiar o blog!